A maior beleza das aves está na sua liberdade!
Muitas coisas o pássaro diria, se pudesse falar.
E a tua alma, criança, tremeria, vendo tanta aflição.
E a tua mão, tremendo, lhe abriria a porta da prisão...

Sábado, 5 de Julho de 2014
Não volte passarinho

Hoje me abateu uma grande tristeza!... Cheguei em casa eram quase seis horas. No meio das folhas caídas de uma mangueira, junto à janela, vi algo se mexendo! Era um passarinho, sangrava muito pelo pequeno bico... Procurei ajudá-lo, estava muito assustado, e logo se acalmou, mas percebi que respirava com dificuldade. Dei-lhe água e lavei-lhe o bico para retirar o sangue e desobstruir as vias respiratórias. Coloquei-o numa caixa de papelão com toalhas de papel, mas logo notei que só me restava confortá-lo nos seus últimos instantes. Não tinha ferimentos externos... creio que se chocou contra a vidraça devido aos reflexos do sol. Morreu em seguida!...  Deixou-me essa tristeza toda e um sentimento de impotência que não tem tamanho!

         

Esse mundo é mesmo estranho, passarinho! Você voou alegre por todo o dia, cantou, procurou seu alimento, limpou seu biquinho diversas vezes antes de voar de novo, alegre e ágil na sua inocência. Quando a noite se avizinhava você procurava o refúgio das árvores para o merecido descanso... De repente choca-se contra a vidraça que ainda refletia a luz do sol e o azul do céu!...  Vai delicado passarinho, estenda suas asas pela vastidão dos horizontes, procure por um céu diferente, onde exista o legítimo azul e a verdadeira luz, e não falsos reflexos que enganam, penalizam e matam. Suba para um mundo  menos cruel, onde não exista nem o bem nem o mal e nem a unidade das duas coisas. Um lugar onde a inocência, a bondade e a justiça não sejam somente promessas vãs... simples reflexos na vidraça. Onde as virtudes não sejam  agredidas e vilipendiadas, onde a vida inocente seja respeitada, onde a procura pela vida não leve ao encontro com a morte. E depois não volte mais aqui... Por favor passarinho! Não quero vê-lo sofrer novamente. Ah!... Não se esqueça! Mande-me pelo vento os seus sinais, pra me ensinar o mapa do caminho.

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J.R.Cônsoli. - 19-04-2004.


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Domingo, 18 de Setembro de 2011
Periquito PECK...

 

 

(A única foto que tenho de ti - na mão do Bernardo) Somente hoje, de forma inadequada, fiquei sabendo de tua partida, meu querido Peck.

Tenho certeza de que já estás em companhia de São Francisco de Assis, que te acolheu muito bem, como faz com todos os que vão para a vida eterna.

 

Gostava demais de ti, meu querido periquito! E, quando ficavas aqui em casa, para as viagens de teus donos, toda tarde ia até tua gaiola bater um papo contigo, levar-te alguma coisinha para que ficasses bicando, de forma apressada - como era teu costume. Da última vez que ficaste aqui, foi uma temporada grande, para arrumação do apartamento. Meu marido, que tratava de ti, limpava a gaiola, colocava água e alpiste e também levava-te à cozinha - a fim de que andasses um pouco - e me avisava: "cuidado, que o Peck está solto, passeando"... Eu sentava e tu vinhas bicar meu pé, a unha, era uma delícia.

 

Partiste dia 5. Meu filho e meu marido combinaram de não me contar, porque sabem que não posso ter emoções fortes. Cláudio, veterinário e cunhado de meu filho, tratou de ti mas, já tinhas 9 anos - e me parece que era uma idade avançada para tua vida, não sei bem...

Nasceste encomendado para Bernardo que ficou muito feliz quando chegaste. Eras ensinado: andavas, corrias pelo corpo dele, que era uma criança. Enfim, eras a novidade da casa. Todos ficaram muito tristes com tua partida e te enterraram no jardim do prédio, onde eles devem morar até o fim da vida.

Apenas teu corpo ficou, lá, meu lindinho azul e branco. Tua alma - feliz e angelical - já está na turma de bichinhos de São Francisco de Assis, que sempre é o que recebe os animais e cuida em acomodá-los lá no lugar maravilhoso onde ele vive. Mas eu chorei demais. Parece incrível que a gente sente tanto a partida de um periquito, mais talvez, do que de um ser humano que falece. Eu estava almoçando e, sem mais nem menos, disse ao meu marido:

"eu não me despedi do Peck quando ele foi embora" (desta permanência de 3 meses). Ele, sem pensar que o momento era IMPRÓPRIO respondeu: "ELE MORREU. O PECK MORREU!"

Fiquei atônita e as lágrimas escorriam de meus olhos sem que eu as pudesse conter. Passei mal a tarde toda.

 

O mundo em que estamos vivendo está violento demais. Os homens estão destruindo a si próprios e não percebem. Os animais, de toda espécie, são mais carinhosos, entre si, e com os humanos também. Penso seja por isso que a gente chora mais quando um animal morre, do que quando morre uma pessoa.

 

Tua alma, Peck, não tinha pecado, raiva, ódio de ninguém. Eras como se fosses um anjinho no corpo de um periquito que teve a felicidade de ir parar onde foi, na casa de meu filho. Lá, ia muita gente de Bom Sucesso. E, amigos e parentes, todos gostavam de ti. Eu só te via quando eles viajavam, mas foi o bastante para querer-te tanto e ficar abaladíssima com tua partida.

 

Adeus, Peck! Ou, até qualquer hora...

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Jandyra Adami

Belo Horizonte, 18 de setembro/2011.


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Terça-feira, 10 de Maio de 2011
História que ainda não tem fim...

Pois é... Esta minha amiga Edna Feitosa tem um feitiozinho todo especial.

Num mundo de tantos crimes e guerras, ela conta-nos do seu amor pelos animais e pela natureza.

Ora vejam lá o que ela é capaz de fazer: dar as suas adoradas plantinhas para comer à lagarta que nem se sabe qual a origem.

Até pode ser algum animal sem pedigree (!!!!!!!!!)... sem classe alguma... (o bicho é meio feiinho, negro, comilão), hihihi, e as plantinhas já eram.

Pensem bem no assunto: - O que é que vcs fariam? Salvavam a lagarta ou as plantas? Isto é um caso de consciência, não?

E se a lagarta se transforma em crisálida... e põe ovos...? Depois, muitas lagartas vão comer todo o jardim da Edna! Haverá uma catástrofe!

Se isto é com as lagartas, não quero nem saber qual a decisão da Edna acerca dos caracóis.

Valha-me Deus, comem tudo no meu quintal.

Ai, como são difíceis algumas decisões...

-------

Laura

 

A lagartinha

 

Há mais dum mês encontrei na calçada uma lagarta, sem rumo, carregando seu casulo.

Eu a trouxe para casa e a coloquei num pé de boldo. Ela quase detonou com a pobre planta.

Um dia, a lagarta enjoou com o delicioso gosto do boldo, e saiu pelo muro à procura doutra planta.

Como eu vi que ela iria parar na caixinha do correio, eu a peguei e coloquei num pezinho de acerola.

Claro que ela se esbaldou mas me doía ver minha plantinha tão rapidamente devorada.

E a lagarta crescendo…

Foi preciso até fazer um puxadinho no casulo.

Ao menor susto, lá vai ela pra dentro do casulo.

Acabei colocando-a num coqueirinho. Mas ela não conseguiu comer as folhinhas. Subia, descia, desesperava-se… até me convencer.

Voltou para o pezinho de acerola.

Ninguém sabe ainda o que é esse bichinho, nem quem entende.

Só sei que já «peguei amor» nele…

A história continua… e há-de ter um final bonito. Daí eu conto pra vocês, tá?

-----------------

7/07/2009

Edna Feitosa

http://ilove.terra.com.br/edna/CAUSOS/INDICE.ASP


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Segunda-feira, 10 de Maio de 2010
Uma ratazana que escapou…

Na minha mocidade, meu pai e meu irmão trouxeram um pequeno
sagui (mico) da Bahia que resolveu que seria comigo que ela se entenderia.

Viveu comigo 15 belos anos dos quais tenho saudades, mas no começo, quando descobri que mico sente falta de floresta, a danadinha já estava dormindo de cobertor com toda mordomia, e com certeza já não sobreviveria ao habitat natural.

Uma bela noite ( eu era míope naquela época, ainda não tinha feito cirurgia nos olhos) vi no meio da noite a Tita ( nome da minha macaquinha) e corri atrás. E apavorada, vi ela se atirar no vaso sanitário, sumindo da minha vista.

Acordei todos da casa, expliquei aos prantos que Tita tinha se suicidado no vaso sanitário.

Foram procurá-la na área onde ela costumava ficar, e lá estava ela, dormindo. Chegou a acordar, olhar pra gente muito chateada pela interrupção do seu sono, e voltou a dormir.
Nem preciso dizer que todos me olharam como se eu não estivesse regulando bem da cabeça. Eu mesma cheguei a duvidar da minha sanidade mental até ao dia em que uma faxineira estava limpando o banheiro, e viu uma ratazana sair do vaso.

Foi um escândalo, com direito a tudo isso aí: pega, mata, acurrala.
E quando finalmente a ratazana já estava encurralada, e todos com os devidos paus e vassouras nas mãos, olhamos para os olhos da bichinha e foi-se embora o arquétipo: estava acuada, apavorada, todos nós sentimos isso.

Não sei o que aconteceu com minha família, mas todos resolveram que aquele era um simpático bichinho, apesar de ser ratazana.
Abrimos a porta e ela saiu pela escada.
Até hoje me lembro dos olhos dela pedindo piedade.

--------------
Sônia Catharina


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Quinta-feira, 10 de Maio de 2007
O rato Dinho, da Jacqueline

Dinhocomer_ratoJacke.jpgQualquer animal aprende a conviver com os humanos. Como é possível fazer mal a tais bichinhos? O menor deles mostra reconhecimento e inteligência.
Que queridinho!
Este ratinho bonito é da minha amiga Jacqueline que está longe dos seus cães de estimação.

Então, arranjou um ratinho porque não pode agora tê-los consigo nem possuir animais maiores.
========================
Olha esse rato é mesmo um safado, acredita que nos damos comida para ele na boca?
Ele pega com as mãozinhas e senta para saborear na maior cara de pau, quando tem um sol, colocamos ele para pegar um calorzinho e ele se estica no chão feito cachorro se espreguiçando...
É curioso a dar com um pau... se abrir a porta da gaiola, e meter lá um papelão qualquer para que ele possa roer,mesmo com todo o cuidado do mundo para não fazer barulho ele sai logo da casinha para ver o que é...
E ainda mais, conhece a voz da gente e pára pra escutar.
A VIRGINIA fala com ele forçando uma voz infantil meio de dublagem de desenho animado e ele fica quietinho a escutar...
Esse rato não substitui o amor que tenho pelos meus amados cães, mas diverte.
-----------
9/10/2006
Jacqueline


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Quinta-feira, 5 de Abril de 2007
Canária estranha

canaria.jpgNo tempo em que eu ainda achava bonito ter passarinho em gaiola, arranjei uma canária. Meu pai censurou, detestava ver pássaros presos, mas acabou trazendo um machinho para fazer companhia à bichinha.
Assim que o canário entrou na gaiola, levou uma surra danada.
Papai levou o canário, curou-o e depois o soltou. Só que daí por diante a canária passou a me odiar. Eu não podia passar nem perto da gaiola que a danada vinha até à grade, chiando, de bico aberto, tentando me agredir.
Soltei-a, é claro.
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Ana Suzuki
http://ana.suzuki.blog.uol.com.br


NOTA:

É uma passagem da vida da minha amiga Ana Suzuki. Coisas que acontecem e a gente nunca esquece.
Hoje, ela não quer ver mais pássaros presos e acha bonito vê-los à solta nos campos e quintais.
A gente aprende, com o tempo, mas alguns demoram mais que outros!


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Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2007
Onde os pássaros fazem ninhos

ninhonatuia.jpgTroca de mensagens entre amigos:

Meus amigos,
Lembram-se da minha árvore, a Tuia?
Pois... tem lá, novamente um ninho de pássaro verdilhão!
Primeiro 2 ovos, no dia seguinte mais um e, no 3º dia - 5 ovinhos! Delicioso!!!!!!!!
Apenas um é sarapintado. Que estranho, não? Será dalguma fêmea aproveitadora dos ninhos alheios?

Eu deixo sempre ficar os ninhos duns anos para os outros e, se for o mesmo passarinho, parece gostar do local. No ano seguinte volta, arranja o ninho com mais pauzinhos, afofa-o com peninhas e... lá põe mais ovos, bem no interior da Tuia!
Laura
=========================
Interessante a dedicação de algumas pessoas à causa dos animais; é como tudo na vida: Uns destroem, mas há sempre alguns poucos que tentam conservar.
Por aqui também tenho recolocado pássaros caídos nos seus ninhos, ainda que, sei-o bem, eles vão ser os responsáveis por futuros danos na horta.
Faz pouco tempo, ao limpar uma parte do pomar, encontrei um ninho com três pássaros com os olhos ainda fechados. Creio serem de melro preto; nunca cheguei a ver a progenitora. Voltei a colocá-los no ninho, pois que com a ferramenta eles foram projectados. Parei com o trabalho para que eles não ficassem expostos ao sol, caso retirasse os arbustos que os protegiam. Então, alguns dias após, eles que se desenvolvem rapidamente, seguiram a mãe desaparecendo de cena.
Ivo Lourenço
===========================
Morei uma vez num apartamento e um gavião fez o ninho no recipiente destinado ao ar-refrigerado.
Fiquei um verão inteiro sem ligar o ar, morrendo de calor, só para não incomodar a ave com o filhotinho...
Sônia Catharina
============================
Mas que fofura Laura....eu tb já tive ninho de pássaros na minha arvore....só que de Sabiá....o pássaro do Brasil conhece? é lindão...majestoso...depois quando o filhote nasceu...ele começou a voar e caiu da arvore   que eu consegui pegar pois estava perto dele.....menina....a passarinha mãe me atacou na cabeça com bicadas.....hehhehehe por medo de eu judiar do filhote dela.....mas justo eu? tadinha mas ela não sabia né que eu amo amo....amo....amo os animais
Marilene
==========================
É uma fofura, sim.
E com este ninho eu não tenho tido problemas, ano após ano.
Já com os melros e os pardais é uma desgraça. Acho que ficam mais tempo nos ninhos e depois as avezinhas começam a querer voar e caem. 
Já tive aqui um ninho de melros que era eu em cima dum escadote a pôr os pequeninos no ninho e eles a caírem de novo. Até que lá pus mais uns raminhos e segurei com cordel aos outros ramos mais grossos, só para fazer altura e eles ficarem mais em baixo. Nunca mais caíram.
Foi um drama porque o meu gato ainda era vivo e um caçador de primeira.
Ufa, menina!!!!!!!
Laura


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Sexta-feira, 5 de Maio de 2006
Aves em liberdade

ave.jpgSim, alimento as pardais e as rolinhas, para elas, essas avezinhas meras, compro canjiquinha, painço, alpiste e dou do meu próprio pão...
Estou aprendendo a linguagem das rolinhas, que têm um código de asas muito interessante. Para guardar território, para espantar, atrair, expulsar.
Minha amiga, a pintora Neuza Ladeira, contou-me que na Tailândia são aves preciosas e sagradas.

Engraçadinhas, dão a impressão de serem meigas, se essa palavra pode ser aplicada às avezinhas. Mas, pelo que observo com meu olhar de desenhista e poetisa, são extremamente belicosas. Levam a luta aos ares, em rodopio. Em vão ponho bocadinhos aqui e outros ali, no beiral de meu terraço. Brigam pra valer... Enfrentam as pombas espaçosas que descem atraídas pelos grãos, bravamente.
E batem nas rolinhas menores, as bebés um pouco menos querelentas. E quando as assusto sem querer, com meus passos em chinelinhos de cetim, voam para os fios em frente e fingem que não estão vigiando a comida. De vez em quando, fazem que olham, quais as mocinhas de antigamente. Assim que sossego, voam de volta.

Os pardais são cheios de algaravia, ainda não lhes descodifico o linguajar. Chiam e chiam. Acordam-me pela manhã. Invadem-me a casa, entram por qualquer cantinho e depois rodopiam desesperados, à procura da liberdade. Já criei - mais ou menos - um pequenino que, machucado, tolerava a minha proximidade. Eu chamava-o de Jeremias, uma graça.
Os menininhos pardais entram pela sala de porta sempre aberta e, pulinho aqui, pulinho acolá, não são muito medrosos do bicho-mulher. Depois que saem para o mundo, à força de serem escorraçados, de se assustarem com os carros que passam, ficam arredios e medrosos...

Há uma família de bem-te-vis, que longe de ter as asas controladas como as das rolinhas, são de uma alegria enlouquecida. Parecem torcedores com pompons nas mãos. Agitam o que podem, rumorosos e encantadores, listinhas amarelas na cabeça e peito de camisa idem...

Claro, coloquei água para os beija-flores. Um dos bebedouros veio com néctar, mas será que é possível colectá-lo com essa facilidade? Misturo um tantico de açúcar Mascavo ou mel. Eles adoram e com precisão enfiam os bicos longos e finos entre o orifício da corola. A flor é de plástico, mas eles parecem não se importar. Brigam pelo território, como os demais aqui, pelo espaço no ar.
Um foi expulsar com tanto ímpeto o invasor, que o bebedouro foi lançado a muitos metros de distância e se quebrou. Ele andou uns dias passando á procura, até que comprei outro.

Há uns colibris micro, outros do tamanho de andorinhas, e com elas se parecem, rabinhos em tesoura.
Meu marido Eduardo, sabendo dessa minha paixão por passarinhos, veio contar-me que ouvira em uma reportagem na TV, que á noite, de tão cansados, os beija-flores desmaiam. Nada os faz acordar. Desde então, corro meu olhar nocturno pela nocturna noite - com redundância propositada -para ver se entre moitas, encontro essas maravilhas que param no ar batendo as asinhas deforma quase inacreditável, coraçãozinho batendo alucinadamente...

Tenho uma colecção de gravuras reproduzidas de beija-flores de famílias várias, pintadas pelo pintor naturalista Etiene Demonte. São de tal forma perfeitas em detalhes, que nem sei de que forma o artista pode fazê-lo. Numa delas, descrevendo o beija-flor "Bico-de-sabre" (Heliothrix aurita auriculata), o especialista Augusto Ruschi chega a atribuir emoções humanas à avezinha:

"A parada nupcial do Heliothrix se desenrola com maior destaque nas fases de apresentação e exibição de plumagem". Sei que no reino animal isso é comum. Iguaizinhos a nós, humanos...
E continua: "na apresentação, o macho, em voo de liberação, se põe diante da fêmea a 30cm, e em voo para cima, para baixo e para os lados, como se estivesse a dar pequenos saltos, pois se lança a tais distâncias, e estanca de etapa em etapa, abrindo e fechando a cauda.
Em voo acompanha a fêmea (é, parece que os machos humanos aprenderam nessa cartilha!) fazendo ascensão em rodopios, para descer a outro pouso onde se segue a fase de exibição de plumagem. Então, o macho, fazendo voos de liberação, faz saltar os tufos violeta laterais, tornando-os bem salientes, e a parte enegrecida que contorna tais tufos. Fica em constante movimento, além de abrir a cauda em leque para, de quando em quando fechá-la e abri-la, até que a fêmea, já psicologicamente conquistada, se entrega".
Entre os humanos, as mulheres usam desses artifícios de conquista. E as gueixas, com seus leques, na dança?!...
Quando me levantei para ir à pasta, buscar uma das gravuras que peguei aleatoriamente, não sabia que encontraria a resposta para a pergunta crucial: ONDE DORMEM OS BEIJA_FLORES?
O dormir é realizado em pouso, em local alto e no emaranhado da vegetação de uma copa fechada", conta Ruschi, o ornitólogo minucioso. Por isso não os encontro quando os procuro, à noite...
O desenhista Etiene ilustra o locus de observação com perfeitas cópias de vegetação...Que lindeza, meu Deus...

Noutro dia, eu queria comprar uns periquitinhos, para ter melhor de quem cuidar. Meu filho Gabriel assombrou-se e proibiu veemente. Não quer morar em um lugar onde algo esteja preso, ele que ama a natureza e a liberdade dos seres. Aquiesci. Em vão o vendedor me disse que as avezinhas coloridas já nascem em cativeiro e blá-blá-blá...

Uma vez, conheci uma senhora que deveria chamar-se D.Rolinha, tal sua semelhança: baixinha, encantadora, tão rolicinha (tão rolinha!). Peitoral arredondado e farto, que quando ia embarcar, as aeromoças gentilmente a deixavam tomar o avião na frente dos demais. Acreditavam-na grávida e ela, sorridente, aquiescia. Dulcíssima. Mas ai de quem lhe quisesse tomar o território: deu uns tapas na cara da amante do marido, brigou com todos os meninos que brigavam com seus filhos. Virava ave de rapina. Só lhe faltava o tamanho...
-----------------------------
25/04006
Clevane Pessoa de Araújo Lopes


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Terça-feira, 10 de Maio de 2005
Texugo Tiquinho da Sônia Catarina-Brasil

TexugoTiquinho_SoniaCatarina.jpg


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Sábado, 12 de Junho de 2004
Você voltou, sabiá

sabia_naarvore.jpgDesde março que não te vejo, que não te ouço...

Mas você voltou e todos os dias tenho acordado com a tua voz, vinda do lado de fora da minha janela, cantando pra mim... Como se fosse uma serenata, chamando por mim, me acordando para mais um dia...
Acendo a luz porque ainda é noite alta... Está escuro lá fora... então vejo você!!! Você fica ali insistindo ...insistindo... até que eu abra a janela para te dar o meu bom dia e receber toda a alegria que você transmite.
Você chega imponente, poderoso majestoso e anunciando a primavera.
Permanece durante todo o verão... mas vai embora e viaja em março... e me deixa morrendo de saudades de você...
Volta para ver se eu continuo ali te esperando... e eu estou ali no mesmo lugar...
Quando você chega logo pela manhã... até cheiro de mato eu sinto...
Por algum tempo você consegue transformar a cidade grande, a capital... numa pequena cidadezinha de interior com a poesia das músicas antigas... com o sino da igreja, que fica bem ali ao lado e toca às seis horas da manhã...
Você me faz muito feliz!
Você alegra as minhas manhãs e as minhas tardes de verão.
Ahhhh ...se todos tivessem a tua fidelidade, simplicidade e pureza...
o mundo seria bem melhor, porque você é o meu amorzinho
"A Majestade", "O Sabiá Laranjeira"
---------------------------
Marilene Laurelli Cypriano
http://www.ananke.com.br/marilene/textos_romanticos/de_marilene/Abertura/abertura.htm 


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Quinta-feira, 3 de Junho de 2004
DARA - A minha arara

Arara_DaraMarilene.jpgFrequentamos um clube aqui em São Paulo que, vez por outra promove gincanas para distracção dos pequenos: as crianças, o que não deixa de entreter também os adultos.
Foi assim que meu filho e meus 3 netos se inscreveram para participar de uma gincana.
As tarefas iam sendo solicitadas dos participantes, uma a uma.
Foi quando pediram aos participantes, um PASSARO RARO.

Meu filho e os 3 meninos chegaram aqui em casa gritando...
“ Mã...precisamos urgente da sua Arara a “ DARA” para competir na gincana do clube"...e já foram se dirigindo para o quintal com luvas pra tirar a Arara do poleiro dela...pois ela vive solta pelo quintal.
Por incrível que pareça ela (a arara) concordou em participar e por iniciativa própria e já se colocou na mão do meu filho cantando...gritando....e dando óptimas gargalhadas...
Os 4 (meu filho e os 3 meninos) deram muitas gargalhadas também...Colocaram a Arara dentro do carro e partiram para ao clube que fica à 500 m da minha casa e a arara falando até o que nunca havia falado.

impressão que tivemos é que ela estava super feliz em participar.

Chegando ao clube, ela fez o maior sucesso pois seu humor estava em alta...
Foi quando uma sócia do clube veio até meu filho COM UM PÁSSARO RARO NA GAIOLA, procurando briga, dizendo alto e bom som:
- "ARARA NÃO É PÁSSARO !!! O MEU, SIM, É UM PÁSSARO RARO"
Meu filho rindo respondeu!!!
- "Ahhhhh Arara não é Pássaro minha senhora?
"Ela respondeu: - "Não!"
Meu filho se dirigiu à Arara e perguntou:
- "Dara!!! Ela tá dizendo que você não é pássaro....por acaso você é um gato?
Se você for um gato mia Dara!!! Mia!!!
"E a Arara soltou um miado longo e profundo Miauuuuuuuuuuuuuuuu
Depois rindo ela ainda gritou ui....ui....ui....ui...ui...ui....ui...
Foi uma risada só, na comissão julgadora e nos presentes...

E assim, a minha Arara foi a vencedora da gincana promovida pelo clube...
Nos painéis de eventos do clube tem fotos dela lá, toda poderosa ganhando o prémio.
Quando chegaram em casa eles (os meninos) disseram:
- "Mas a Dara só poderia ser mesmo da Marilene (eles não me chamam de avó só de Marilene) .....hahahhahahha maluquinha....
--------------------------
1/06/2004
Marilene
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R O D A P É

Frase Especial

"Não há crueldade pior que pensar e acreditar que os animais existem para servir o Homem."
--------------------
Gabriela Toledo

Ama a Natureza?

"Então, não compre artesanato que contenha partes de animais.
Se ninguém comprar, os traficantes terão que mudar de atividade e milhões de animais deixarão de ser sacrificados."

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